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Tablet da Amazon com Play Store: o que muda para quem tem Fire

A Amazon lançou tablets com Play Store. Veja o que muda para quem tem Fire, o que conferir antes de trocar e quais modelos valem mais a pena.

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Quem já teve um Fire sabe como é: o aparelho é barato, a tela é boa para ver vídeos, mas logo você descobre que falta muita coisa. Faltam WhatsApp, Gmail e o app oficial do YouTube, e muitas vezes falta também o app do banco. Agora a Amazon apresentou uma nova linha, chamada Alexa Tablets: tablets da Amazon com Play Store, a loja de aplicativos do Google. Neste guia, você vai entender o que isso muda na prática, se compensa trocar o seu Fire e o que conferir antes de comprar qualquer tablet.

Por que o Fire sempre foi um “tablet pela metade”

Os tablets Fire usam o Fire OS, um sistema que a Amazon criou a partir do Android, mas sem os serviços do Google. Por isso os apps só podem ser instalados pela loja da própria Amazon, que tem bem menos opções que a Play Store.

Na prática, isso gera situações bem conhecidas de quem tem um:

  • A criança pede um jogo que todos os amigos têm, e ele simplesmente não está na loja.
  • O app do banco não existe, ou existe numa versão antiga que para de funcionar sem aviso.
  • Gmail, Google Drive, Google Fotos e Google Agenda não estão disponíveis, então você usa tudo pelo navegador, com mais lentidão.

Muita gente tenta resolver isso com o famoso “truque” de instalar a Play Store por fora, baixando quatro arquivos na ordem certa. Funciona por um tempo. Mas é comum que, depois de uma atualização automática do Fire OS, a loja pare de abrir ou fique mostrando erro de “Serviços do Google Play”. Aí você tem que refazer o processo, e alguns apps nunca funcionam direito porque o aparelho não é certificado pelo Google.

O que muda com o tablet da Amazon com Play Store

A novidade é que os novos modelos já saem de fábrica com a Play Store oficial. Com isso, você instala os mesmos apps de um celular Android comum, sem gambiarra, e eles recebem atualizações normalmente.

A Alexa continua sendo o destaque da linha, como o próprio nome sugere. A ideia é o tablet servir como uma central da casa: tocar música, mostrar a câmera da campainha e controlar lâmpadas inteligentes, além de servir para assistir vídeos e usar apps.

Para quem tem um Fire, o recado é simples: o aparelho antigo não vira um tablet com Play Store por atualização. A mudança vale só para os novos modelos. Se o seu Fire atende bem para ler livros do Kindle e ver Prime Video, não há motivo para trocar correndo.

Vale trocar o Fire? Faça este teste rápido

Antes de gastar dinheiro, responda a três perguntas:

  • Você usa o tablet só para vídeo e leitura? Então o Fire ainda dá conta. Fique com ele.
  • Você vive esbarrando em apps que não existem na loja da Amazon? Esse é o principal motivo para trocar.
  • O tablet é da criança e ela pede jogos e apps escolares? Com a Play Store, você ganha o Family Link, o controle parental do Google, que permite aprovar downloads e limitar o tempo de uso pelo seu próprio celular.

Se você respondeu “sim” à segunda ou à terceira, a troca faz sentido. Só não precisa ser obrigatoriamente pelo modelo da Amazon: há outros tablets Android com Play Store, e alguns têm mais tempo de atualização garantida.

O que conferir antes de comprar qualquer tablet

Ficha técnica de tablet engana fácil. Estes são os pontos que fazem diferença no dia a dia:

  • Memória RAM: com menos de 4 GB, trocar de app vira um sofrimento. O ideal hoje é de 4 GB para cima.
  • Armazenamento: 64 GB é o mínimo razoável. Com 32 GB, depois das atualizações sobra pouco espaço. Veja se aceita cartão microSD.
  • Tempo de atualização: procure na página do fabricante quantos anos de atualização do sistema e de segurança estão prometidos. Tablet sem atualização vira problema de segurança.
  • Qualidade do Netflix: alguns tablets baratos só tocam streaming em baixa resolução, por uma certificação chamada Widevine L1. Busque o nome do modelo com “Widevine L1” antes de fechar a compra.
  • Carregador na caixa: muitos modelos vêm só com o cabo. Inclua um carregador de 15 W a 20 W na conta.

Sugestões de compra

Depende do uso e do bolso:

  • Amazon Alexa Tablet: faz sentido para quem já tem Echo, lâmpadas e câmeras com Alexa e quer um tablet que também sirva de painel da casa. Espere o preço oficial no Brasil e as primeiras avaliações antes de comprar.
  • Samsung Galaxy Tab A9+ (ou o sucessor da linha A): boa opção de entrada, com tela de 11 polegadas e a interface que quem tem Galaxy já conhece. Prefira a versão com 4 GB de RAM ou mais.
  • Xiaomi Redmi Pad (linha SE ou Pad 2): costuma entregar tela grande e boa bateria por um preço competitivo. É ótima para vídeos e estudo.
  • Lenovo Tab (linha M ou Plus): vale olhar os modelos que vêm com caneta ou com bons alto-falantes, ideais para quem desenha ou assiste muito conteúdo.
  • Samsung Galaxy Tab S6 Lite ou S9 FE: para quem quer anotar à mão, já que a caneta vem na caixa. Ainda aparecem em boas promoções.

Dica de quem acompanha preço: tablets caem bastante em datas como a Black Friday e o Dia das Crianças. Se não for urgente, coloque o modelo num alerta de preço e espere uma queda.

Conclusão

A chegada de tablets da Amazon com Play Store resolve o maior defeito da linha Fire: a falta de apps. Se o seu Fire ainda faz o que você precisa, continue com ele. Se você vive procurando apps que não existem ou precisa de controle parental de verdade, vale trocar. Nesse caso, compare o novo modelo da Amazon com os Android de Samsung, Xiaomi e Lenovo, e confira a RAM, o tempo de atualização e a qualidade do streaming antes de pagar.

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Quem escreve

Engenheiro de software há 22 anos e fundador da DesignMaster, no Brasil e nos Estados Unidos, onde desenvolve sistemas, aplicativos, sites e lojas virtuais. No Top Tecnologia, escreve guias de compra e explica as novidades de tecnologia que mexem com o bolso e com o dia a dia.

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