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Se você corre na pista de atletismo e reparou que o Galaxy Watch Ultra 2 deixou de mostrar o VO2 Max depois do treino, o problema não é você nem o seu relógio especificamente. A Samsung reconheceu uma falha que impede o cálculo dessa estimativa nas corridas feitas em pista. Isso não afeta os outros dados do treino, mas atrapalha quem usa o VO2 Max para acompanhar a evolução do condicionamento. A seguir você vê o que é essa medida, por que ela importa e como continuar registrando enquanto a correção não chega.
O que é o VO2 Max e por que ele some na pista
O VO2 Max indica quanto oxigênio o seu corpo consegue usar durante um esforço intenso. Quanto maior, melhor o condicionamento aeróbico. O relógio não mede isso diretamente, como um teste de laboratório com máscara. Ele estima o valor cruzando três informações: o ritmo da corrida (vindo do GPS), a sua frequência cardíaca e os seus dados de perfil, como idade, peso e sexo.
A pista de atletismo complica essa conta. Ela é uma volta curta, cheia de curvas, e o GPS costuma “cortar caminho” nelas, registrando uma distância menor do que a real. Por isso existem modos próprios para pista, que corrigem a distância com base na raia escolhida. É justamente nesse cenário que a falha aparece: o treino fica salvo, mas a estimativa de VO2 Max não é gerada.
Como continuar medindo o VO2 Max no Galaxy Watch
Enquanto a Samsung não libera a correção, dá para seguir com a medição usando alguns ajustes simples:
- Faça um treino semanal fora da pista. Uma corrida em rua, parque ou ciclovia, com o modo “Corrida” comum ao ar livre, gera o VO2 Max normalmente. Basta um treino desses por semana para manter o gráfico atualizado.
- Corra pelo menos uns 10 minutos em ritmo constante. O relógio precisa de um trecho com esforço estável para estimar o valor. Treinos de tiro, com pique e parada, dão leitura pior até fora da pista.
- Espere o GPS fixar antes de começar. Comece a correr só quando o relógio confirmar que achou o sinal. Saída com GPS ainda procurando bagunça o ritmo dos primeiros minutos.
- Use a pulseira bem ajustada. Durante a corrida, aperte um furo a mais e mantenha o relógio um dedo acima do osso do pulso. Pulseira frouxa faz a leitura de batimentos pular, e o VO2 Max sai errado.
- Confira o perfil no Samsung Health. Peso e idade desatualizados mudam a estimativa. Vale revisar sempre que o peso mudar bastante.
Um exemplo real: quem faz intervalado de 400 metros na pista às terças e um longão no parque aos sábados não precisa mudar nada. O longão de sábado já alimenta o VO2 Max. Quem só corre na pista é que vai ver o número parado.
Mantenha o relógio atualizado e não confunda com outro problema
A correção deve chegar por atualização de software. Para não perder:
- No celular, abra o app Galaxy Wearable, toque em Configurações do relógio e depois em Atualização do software do relógio.
- Atualize também o Samsung Health pela Galaxy Store ou pela Play Store, porque parte dos cálculos passa pelo app.
Atenção a um detalhe: se o VO2 Max também sumiu em corridas na rua, o problema é outro. Nesse caso, verifique se a permissão de localização do Samsung Health está como “Permitir o tempo todo” no celular e se o modo de economia de energia não está desligando o GPS do relógio durante o exercício.
Na pista, uma dica que pouca gente usa
Mesmo sem o VO2 Max, a pista continua ótima para treinar. Só escolha a raia certa no modo de pista: a volta na raia 1 tem 400 metros, e as raias de fora são mais longas. Correr na raia 3 com o relógio configurado para a raia 1 dá distância e ritmo errados. Se o seu treino é por tempo de volta, um cronômetro simples já resolve, e o relógio fica só registrando os batimentos.
Sugestões de compra para quem leva a corrida a sério
Se você quer mais precisão ou está pensando em trocar de relógio, estas opções valem a pesquisa:
- Cinta cardíaca peitoral (Polar H10 ou Garmin HRM): é o upgrade mais barato e que mais melhora a leitura de batimentos em treinos intensos. Funciona por Bluetooth com o Galaxy Watch e com relógios de outras marcas, e deixa a estimativa de VO2 Max mais confiável.
- Garmin Forerunner 165: relógio pensado para corrida, com modo de pista maduro, VO2 Max e sugestões de treino diárias. Bom para quem quer foco total em esporte.
- Coros Pace 3: leve, com bateria longa e GPS muito elogiado por corredores. Tem modo de pista com escolha de raia.
- Amazfit Balance ou Amazfit Active: alternativas mais em conta, com GPS e estimativa de VO2 Max, para quem quer gastar menos.
Se você já tem o Galaxy Watch Ultra 2 e usa celular Samsung, trocar de relógio por causa dessa falha não compensa. A cinta peitoral e um treino semanal fora da pista resolvem a maior parte do problema.
Conclusão
A falha do Galaxy Watch Ultra 2 atinge só um caso específico: o cálculo do VO2 Max em corridas na pista de atletismo. O resto do treino continua sendo registrado. Enquanto a correção não chega, faça pelo menos uma corrida contínua na rua por semana, mantenha a pulseira firme e deixe relógio e Samsung Health atualizados. Se você quiser números mais precisos, uma cinta cardíaca é o investimento que mais traz resultado pelo valor pago.
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